Share it

sábado, 28 de janeiro de 2012

O idoso e a saúde


 


Correio Braziliense - 26/01/2012
 
Por Cid Pimentel e Sylvain Levy, Pesquisador em saúde pública e Médico-sanitarista e psicanalista da SPB

"Um pai consegue cuidar de 10 filhos.
Dez filhos não conseguem cuidar de um pai."
Ditado judaico

Os demógrafos dizem que a pirâmide etária do Brasil está mudando. Os políticos e administradores afirmam que a população está envelhecendo e a nossa percepção evidencia que existem muito mais idosos vivendo entre nós. Resultado do progresso das ciências e da medicina, o aumento da longevidade das pessoas não vem se traduzindo em aumento de cuidados com essa faixa da população, que ainda é tratada com condescendência, recebendo benesses, mas não usufruindo dos direitos a que têm direito e que fez por merecer.

Dos 190 milhões de habitantes recenseados pelo IBGE em 2010, cerca de 20,5 milhões têm 60 anos ou mais, constituindo 10,8% da população. A fragilidade desse grupo pode ser demonstrada por alguns números relacionados com a mortalidade por causas externas (acidentes, violências e suicídios). Apesar de serem menos de 11% da população, quase 17% das causas externas de óbito incidem sobre esse grupo. Os acidentes de transporte alcançam 15% do total e, simbolizando tanto a fragilidade como a dificuldade em ministrar cuidados de saúde a essas pessoas (ou, quem sabe, o descaso mesmo), 65% das mortes devidas a complicações da assistência médica e cirúrgica concentram-se nos integrantes dessa faixa etária.

Das 6.363 internações por fratura de fêmur pagas pelo SUS em 2011, 2.872 (45%) ocorreram em pessoas com mais de 60 anos. Alguns podem dizer que é assim mesmo. Que existem situações de vida em que os acidentes e as doenças são mais frequentes. Mas também se pode indagar se não é possível fazer algo a respeito. Não se pode negar que normas são editadas para atender a essa faixa etária, já responsável por mais de 22% do consumo no país (ou seja, seu consumo é o dobro de seu peso populacional).

Leis favorecendo o idoso — como prioridade em filas e em vagas para estacionamento e gratuidade em transporte — existem, mas qual administrador público se preocupa com medidas simples como a altura dos degraus do ônibus e dos meios-fios para facilitar a subida no transporte público? São adotados programas de vacinação para a terceira idade, entretanto os dados disponíveis no site do Datasus, do Ministério da Saúde, apontam que muito ainda deve ser feito para que as pneumonias deixem de ser um problema.

Antes da adoção do programa de imunização, em 2001, ocorreram127.141 mil internações por pneumonia na rede SUS, representando 15,33% do total. Em 2011, já com o programa em execução, as internações subiram para 206.493 mil, 30,7% do total de 829.345 hospitalizações. Nos óbitos, igual fenômeno ocorreu. Em 2000 as pneumonias foram responsáveis por 17.975 mortes, ou 1,23 óbitos por grupo de mil habitantes na faixa etária considerada. Para 2010, esse número quase dobrou, atingindo a cifra de 2,08 óbitos por mil habitantes com mais de 60 anos.

O progressivo e natural desgaste orgânico, que se reflete no aumento da incidência de doenças comuns ao envelhecimento, como as insuficiências cardiorrespiratórias, o diabetes e o câncer — que são assistidos (bem ou mal) pela rede de serviços de saúde — podem ser minorados se uma política e, mais que isso, se um conjunto de atividades de promoção de saúde for considerado pelos governos federal, estaduais e municipais, como de importância para essa população.

Além dos comprometimentos físicos, o isolamento e a solidão são males que afetam profundamente a saúde do idoso e sua qualidade de vida. Maior atenção aos projetos construtivos de móveis e imóveis — tanto dos equipamentos públicos como dos particulares — eliminando quinas e reentrâncias, diminuindo o tamanho e a declividade dos degraus, fixando tapetes e passadeiras, dotando banheiros e escadas de barras de apoio e corrimões são medidas que favorecem a vida dos idosos.

Ao lado da instituição de grupos terapêuticos para diabetes e hipertensão, entre tantos que já são feitos nas redes de assistência à saúde, programas específicos de socialização e entretenimento nas áreas de esporte, artes ou lazer puro e simples podem ser realizados nos centros de saúde já existentes, em escolas, quartéis de bombeiros e da PM ou em praças públicas, utilizando-se os recursos humanos disponíveis. Não se afasta a necessidade de instalação de casas de repouso, abrigos ou asilos ou de adoção de medidas de cunho tributário, como a isenção do pagamento de Imposto de Renda sobre o salário recebido pelos contribuintes com mais de 75 anos.

Nem o envelhecimento precisa ser encarado como doença nem o velho como deficiente, mas como característica do viver, da pessoa e da vida, que pode e deve ser vivida com atenção, cuidados e dignidade. Essas idéias não são novas, apenas precisam ser postas em prática. Como dizia Marx há mais de 150 anos, "os filósofos apenas interpretam o mundo, a tarefa real consiste em modificá-lo".

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

MP quer que Campos implante casas para egressos de hospitais psiquiátricos



SOCIALIZANDO A INFORMAÇÃO...

Do blog da  Suzy Monteiro(FOLHA DA MANHÃ).


O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) requereu à Justiça que o Município de Campos seja obrigado a instalar residências terapêuticas para acolher portadores de transtornos mentais egressos de hospitais psiquiátricos e que não possuam vínculos familiares.

O requerimento foi apresentado em Ação Civil Pública (nº 0016407-20.2012.8.19.0014) ajuizada pela Promotoria de Justiça de Proteção ao Idoso e à Pessoa com Deficiência do Núcleo Campos dos Goytacazes, distribuída à 5ª Vara Cível do Município.

A ação resultou de inquérito civil instaurado pelo MPRJ para apurar a inexistência do Serviço Residencial Terapêutico em Campos dos Goytacazes, diante do iminente retorno ao Município de origem de pacientes portadores de transtornos psiquiátricos procedentes do Hospital Colônia de Rio Bonito, em fase de desativação.

O Promotor de Justiça Luiz Cláudio Carvalho de Almeida, subscritor da ação, salienta em sua petição inicial que “foi detectada carência na rede municipal de saúde do Serviço Residencial Terapêutico, que é inexistente, a despeito da demanda de pelo menos 21 vagas, conforme informações prestadas pelo próprio réu (o Município) no inquérito civil”.

O MP acrescentou que o Município recusou-se a assinar Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) promovendo as medidas necessárias à implantação do serviço.

Além da antecipação da tutela, o MP requereu à Justiça que o Município de Campos seja obrigado a implantar o Serviço Residencial Terapêutico, com os parâmetros técnicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, com a criação inicial de pelo menos 21 vagas.

FONTE:WWW.FMANHA.COM.BR

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

14ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE: VITÓRIA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DO SUS!


Nota política da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde



Nosso Sistema Único de Saúde (SUS) chegou à 14ª Conferência Nacional de Saúde em um momento crítico. Após vinte e um anos de construção difícil e avanços limitados, o SUS tem sofrido um processo de desconstrução de seu caráter público e estatal, que ameaça por fim às possibilidades de alcançarmos o sonho do direito universal à saúde no Brasil. As propostas de “novos modelos de gestão” são hoje, sem dúvida, uma das maiores expressões desse processo de desconstrução e de privatização do direito à saúde.




Foi nesse contexto que as delegadas e os delegados da 14ª Conferência Nacional de Saúde, no período de 30 de novembro a 04 de dezembro de 2011, rejeitaram, em maioria arrebatadora, todas as formas de privatização da saúde (Organizações Sociais, Fundações Estatais de Direito Privado, Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público - OSCIPs, Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares - EBSERH e Parcerias Público-Privadas).



Entendemos que essa vitória é de todos (as) que defendem o SUS 100% público, estatal e sob administração direta do Estado em cada local desse país. A Conferência afirmou o desejo da maioria da população brasileira pela garantia de acesso universal, equânime e integral aos serviços de saúde geridos com qualidade diretamente pelo Estado. Afirmou ainda, a defesa do aumento do financiamento para o SUS, exigindo a imediata regulamentação da Emenda Constitucional 29 e a destinação de 10% da Receita Corrente Bruta para a saúde e, principalmente, que estes recursos públicos sejam aplicados para ampliação da rede pública de serviços em todos os níveis de atenção à saúde (Atenção Básica, Média e Alta Complexidade) - com instalações, equipamentos, medicamentos e assistência farmacêutica restritamente públicos -; a realização de concursos públicos, a definição de pisos salariais e de Planos de Cargos e Carreira para todos(as) os(as) trabalhadores(as) e melhores condições de trabalho, efetivação de serviços de saúde mental na lógica da Reforma Psiquiátrica Antimanicomial, rejeitando a internação compulsória e as comunidades terapêuticas, dentre várias outras propostas que visam fortalecer o SUS e efetivar o direito à saúde.





A 14ª Conferencia Nacional de Saúde será lembrada na história como o espaço que rejeitou a tentativa de contrarreforma pelo capital no sentido de privatizar a saúde e demonstrou que a sociedade brasileira está atenta e forte na defesa de seus direitos.



Apesar dessa legítima vitória do povo brasileiro, construída desde as Conferências Municipais e Estaduais de Saúde, e concretizadas na etapa nacional após muito debate, não podemos deixar de denunciar o desrespeito ao Controle Social por parte do Governo Federal ao final da plenária. O Governo Federal, defensor das mais diversas propostas privatizantes, visando esconder a sua derrota política nas propostas votadas pelo conjunto de delegados de todo Brasil, apresentou uma “carta síntese” que não traduz o teor político das conferências e lutas travadas no dia a dia pelos militantes, usuários e trabalhadores da saúde, trazendo apenas um resumo com a intencionalidade de mostrar um “falso consenso” excluindo os importantes pontos em que o governo foi derrotado, como a defesa de um SUS 100% público e estatal e a rejeição a todas as formas de gestão privatizantes, citadas acima.



A carta, mesmo não estando prevista no Regimento e nem no Regulamento, e não sendo publicizada anteriormente em nenhum espaço oficial da Conferência, foi colocada em votação. Sem debate do seu teor e sem permissão de intervenção sobre o seu conteúdo, a carta foi aprovada pela Plenária, em uma votação conduzida pelo próprio ministro. Não nos calaremos diante desse golpe e nossa resposta se dará na continuidade de nossas lutas!



Afirmamos que o produto da Conferência está expresso no relatório final, sendo este o documento oficial da mesma, e que deve ser imediatamente divulgado para toda a sociedade! Nele está expresso o desejo do povo brasileiro que norteará as nossas lutas em defesa do SUS.



A Frente Nacional contra a Privatização da Saúde - composta por Fóruns Estaduais e Municipais, diversas entidades, movimentos sociais, centrais sindicais, sindicatos, partidos políticos e projetos universitários -, esteve na 14ª Conferência, de forma organizada e militante, defendendo o caráter público da saúde e a efetivação do SUS articulado a um projeto de sociedade em que todos tenham igualmente condições de vida digna, no contexto mais amplo das lutas para supressão das desigualdades sociais, com prospecção socialista.



Entendemos que as lutas na saúde devem estar articuladas às lutas por uma sociedade justa, plena de vida, sem discriminação de gênero, etnia, raça, orientação sexual, sem divisão de classes sociais! Tivemos uma grande vitória. Durante toda Conferência, houve uma dura disputa política entre os defensores do SUS e os privatistas. A Frente Nacional contra a Privatização da Saúde obteve uma grande vitória com a defesa intransigente do SUS público e repúdio a privatização. Mas, é preciso continuarmos atentos e organizados. A nossa luta continua em cada estado e município desse país, fortalecendo os fóruns em defesa do SUS e contra as privatizações, exigindo a efetivação das definições desta Conferência, buscando fortalecer o controle social e as lutas nas ruas!

A 14ª Conferência Nacional de Saúde entra para a história reafirmando o mais importante princípio da 8ª Conferência Nacional de Saúde: nossa saúde não é mercadoria!


“O SUS É NOSSO, NINGUÉM TIRA DA GENTE!

DIREITO GARANTIDO NÃO SE TROCA E NÃO SE VENDE!”


FRENTE NACIONAL CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE

Assinam esta nota:

(assinaturas atualizadas em 11/01/2012)


FÓRUNS PARTICIPANTES DA FRENTE



COMITÊ EM DEFESA DA SAÚDE PÚBLICA DO MATO GROSSO

FÓRUM DE SAÚDE DE GOIÁS

FÓRUM DE SAÚDE DO MARANHÃO

FÓRUM DE SAÚDE DO PARÁ

FÓRUM DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO

FÓRUM EM DEFESA DO SUS CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE DE MINAS GERAIS

FÓRUM EM DEFESA DO SUS DO DISTRITO FEDERAL

FÓRUM EM DEFESA DO SUS DO RIO GRANDE DO SUL

FÓRUM EM DEFESA DO SUS E CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DE ALAGOAS

FÓRUM ESTADUAL EM DEFESA DO SERVIÇO PÚBLICO E CONTRA AS TERCEIRIZAÇÕES DO RIO GRANDE DO NORTE

FÓRUM PARAIBANO EM DEFESA DO SUS E CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES

FÓRUM POPULAR DE SAÚDE DE SÃO PAULO

FÓRUM POPULAR DE SAÚDE DO PARANÁ

FRENTE CEARENSE EM DEFESA DO SUS E CONTRA A SUA PRIVATIZAÇÃO

FRENTE PERNAMBUCANA EM DEFESA DO SUS E CONTRA A PRIVATIZAÇÃO





FÓRUNS REGIONAIS OU MUNICIPAIS





Fórum contra a Privatização das Políticas Públicas em Niterói (RJ)

Fórum de Combate a Privatização do SUS no município de Campos dos Goytacazes (RJ)

Fórum de Saúde da Baixada Litorânea (RJ)

Fórum Popular de Políticas Públicas de Duque de Caxias(RJ)

Fórum Popular de Saúde da Baixada Santista (SP)

Fórum Popular de Saúde de Barretos e Região (SP)

Fórum Popular de Saúde Ambiental de Barueri – MOPSAB (SP)

Fórum Popular em Defesa da Saúde Pública de Londrina e Região (PR)





ENTIDADES NACIONAIS





ABEPSS - Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social

ABIA - Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS

ABREA – Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto

ANDES-SN – Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior

ASFOC –SN – Sindicato dos Trabalhos da FIOCRUZ

Associação Médica Nacional Maira Fachini

Barricadas Abrem Caminhos – Campo do Movimento Estudantil

Casa da América Latina

CECRIA - Centro de Estudos, Referências e Ações sobre Crianças e Adolescentes

CFESS – Conselho Federal de Serviço Social

CFN – Conselho Federal de Nutricionistas

CONEP – Coordenação Nacional dos Estudantes de Psicologia

Conselho Federal de Fonoaudiologia

Consulta Popular

Corrente Sindical Unidade Classista – Construindo a Intersindical

CSP-CONLUTAS – Central Sindical e Popular

DENEM – Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina

ENEENF – Executiva Nacional de Estudantes de Enfermagem

ENEFAR – Executiva Nacional de Estudantes de Farmácia

ENEFI – Executiva Nacional de Estudantes de Fisioterapia

FENASPS – Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social

FENTAS - Fórum de Entidades Nacionais de Trabalhadores da Área da Saúde

Fórum Nacional de Residentes em Saúde

INTERSINDICAL – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora

Marcha Mundial das Mulheres

Movimento Nacional Quilombo, Raça e Classe

MNU - Movimento Negro Unificado

MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

MTD – Movimento dos Trabalhadores Desempregados

MTL – Movimento Terra, Trabalho e Liberdade

PCB – Partido Comunista Brasileiro

PSOL – Partido Socialismo e Liberdade

PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado

RENILA - Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial

Tribunal Popular: o Estado brasileiro no banco dos réus

UJC – União da Juventude Comunista

União Nacional de Estudantes – Oposição UNE Pela Base

UNIDOS PARA LUTAR - Associação Nacional dos Sindicatos Independentes

VAMOS À LUTA – Coletivo Juventude Vamos à Luta





ENTIDADES ESTADUAIS OU REGIONAIS





ABEn-AL – Associação Brasileira de Enfermagem – Seção Alagoas

ABEPSS - Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social – Regional Leste

ABEPSS - Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social – Regional Nordeste

ABEPSS - Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social – Regional Sul 1

ADUFF SSind - Associação dos Docentes da Universidade Federal Fluminense

ADUFRJ SSind - Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Articulação dos Atingidos pela TKCSA (APACSA)

APROPUC-SP – Associação dos Professores da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

APRUMA – Associação de Professores da Universidade Federal do Maranhão – Seção Sidical

ASDUERJ – Associação de Docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

ASUSSAM - Associação dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental de Minas Gerais

ATOERJ – Associação dos Terapeutas Ocupacionais do Estado do Rio de Janeiro

CACIS-MARACANÃ – Centro Acadêmico de Ciências Sociais do Campus Maracanã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

CAGEO-FFP – Centro Acadêmico de Geografia do Campus FFP da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

CAGEO-MARACANÃ - Centro Acadêmico de Geografia do Campus Maracanã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

CALET-FFP – Centro Acadêmico de Letras do Campus FFP da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

CASS-UERJ - Centro Acadêmico de Serviço Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

CAWF-UNIRIO – Centro Acadêmico de Enfermagem Walter Fernandes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

CEDUS – Centro de Educação Sexual (RJ)

Coletivo Rio de Residentes em Saúde

Comitê Baía de Sepetiba pede Socorro (RJ)

COMNUT – Corrente Sindical de Nutricionistas (RJ)

COREn-AL – Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas

CRESS-AL – Conselho Regional de Serviço Social de Alagoas

CRESS-SE - Conselho Regional de Serviço Social do Espírito Santo

CRESS/GO – Conselho Regional de Serviço Social de Goiás

CRESS-MA – Conselho Regional de Serviço Social do Maranhão

CRESS/MG – Conselho Regional de Serviço Social de Minas Gerais

CRESS/PA – Conselho Regional de Serviço Social do Pará

CRESS/PB – Conselho Regional de Serviço Social da Paraíba

CRESS-PE - Conselho Regional de Serviço Social de Pernambuco

CRESS/PR – Conselho Regional de Serviço Social do Paraná

CRESS-RJ – Conselho Regional de Serviço Social do Rio de Janeiro

CRESS-RS – Conselho Regional de Serviço Social do Rio Grande do Sul

CRESS-SE – Conselho Regional de Serviço Social de Sergipe



CRESS-SP – Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo

CRP-RJ – Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro

CUT-AL – Central Única dos Trabalhadores – Alagoas

DCE-UERJ – Diretório Central dos Estudantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

DCE/UFAL – Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Alagoas

DCE/UNIC – Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Cuiabá

DCE-UNICAMP – Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual de Campinas

FENOMED – Federação Nacional dos Médicos – Regional Nordeste

Fórum Goiano de Saúde Mental

Forum Mineiro de Saúde Mental

Frente de Luta dos Centros Acadêmicos da Universidade Federal do Mato Grosso

Grupo de Amigos e Familiares de Pessoas em Privação de Liberdade (MG)

INTERSINDICAL - Instrumento de luta e organização da classe trabalhadora - Seção Mato Grosso

MOPS/AL – Movimento Popular de Saúde – Regional Alagoas

Movimento dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Rio Grande do Norte

MTD - Pela Base RJ – Movimento dos Trabalhadores Desempregados – Pela Base Rio de Janeiro

Núcleo Estadual da Luta Antimanicomial Libertando Subjetividades (PE)

Núcleo de Saúde Mental de Alagoas

PCB/AL – Comitê Estadual de Alagoas do Partido Comunista Brasileiro

PCB/RJ – Comitê Estadual do Rio de Janeiro do Partido Comunista Brasileiro

PSOL/AL – Diretório Estadual de Alagoas do Partido Socialismo e Liberdade

PSTU/AL – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – Regional Alagoas

Rede Mulheres Negras do Paraná

Setorial de Saúde Victor Valla do Partido Socialismo e Liberdade – PSOL/RJ

SIMEC – Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará

SIMED/PB – Sindicato dos Médicos do Estado da Paraíba

SINASPA – Sindicato de Assistentes Sociais no Estado do Pará

Sindicato dos Químicos Unificados de Campinas, Osasco, Vinhedo e Região

SINDIMED/MT – Sindicato dos Médicos do Estado do Mato Grosso

SINDISPREV/RS - Sindicato de Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Estado do Rio Grande do Sul

SINDITEST/PR - Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná

SINDSAÚDE/PE – Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Seguridade Social do Estado de Pernambuco

SINDSEPE/RS - Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul

SINDSPREV/RJ – Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social do Estado no Rio de Janeiro

SINEAL – Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Alagoas

SINFITO-RJ - Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais do Estado do Rio de Janeiro

SINMED/RN – Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte

SINMED/RJ – Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro

SINTUFAL – Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas

SINTUFF – Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal Fluminense (RJ)

SINTUPERJ – Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro

STU - Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp





UNIDADES, PROGRAMAS e PROJETOS ACADÊMICOS





- Assessoria Interdisciplinar em Saúde e Cidadania a Movimentos Populares - Curso de Serviço Social –PURO/RIR – Campus Rio das Ostras da Universidade Federal Fluminense - Professores participantes: Eblin Farage, Kátia Marro, Edson Teixeira, Maria Raimunda Soares, Ramiro Dulcich e Suenya Santos. Coordenação: Prof. Dra. Elizabeth Carla Vasconcelos Barbosa

- Curso de Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP

- FSS – Faculdade de Serviço Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ

- GEAD – Grupo de Estudos sobre Álcool e outras Drogas – Universidade Federal de Pernambuco – UFPE - Coordenação: Prof. Dra. Roberta Uchoa

- GENPOSS - Grupo de Estudos em Gênero, Política Social e Serviços Sociais – Laboratório de Extensão, Pesquisa e Ensino da Universidade de Brasília – UnB – Coordenação: Prof. Dra. Marlene Teixeira Rodrigues

- GEPSS – Grupo de Estudos de Políticas Sociais de Saúde – Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação da Universidade Federal Fluminense – UFF – Coordenação: Prof. Dr. Marcos Paulo Fonseca Corvino e Prof. Dra. Monica Tereza Machado Mascarenhas

- GESTA - Grupo de Estudos em Serviço Social, Saúde, Trabalho e Meio Ambiente (pesquisa e extensão) – Faculdade de Serviço Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ – Coordenação: Prof. Dra. Lúcia Maria de Barros Freire e Prof. Dra. Maria Inês Souza Bravo

- GOPSS - Grupo de Estudos e Pesquisas do Orçamento Público e da Seguridade Social – Faculdade de Serviço Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ - Coordenação: Prof. Dra. Elaine Rossetti Behring - Professores Participantes: Juliana Fiuza, Tainá Souza Conceição

- Grupo de Pesquisa e Extensão Políticas Públicas, Controle Social e Movimentos Sociais – Faculdade de Serviço Social da Universidade Federal de Alagoas – UFAL – Coordenação: Prof. Dra. Maria Valéria Costa Correia

- Grupo de Pesquisa “Fortalecimento e desgaste no trabalho e na vida: bases para a intervenção em saúde coletiva” – Faculdade de Enfermagem da Universidade de São Paulo – USP – Coordenação: Prof. Dra. Cassia Baldini Soares

- Grupo de Pesquisa “Gestão Democrática na Saúde e Serviço Social” da Faculdade de Serviço Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ - Coordenação: Prof. Dra. Maria Inês Souza Bravo - Professores participantes: Prof. Dra Lúcia Maria de Barros Freire, Prof. Dr. Maurilio Castro de Matos, Prof. Dra. Vanessa Bezerra, Prof. Dra. Maria de Fátima Siliansky de Andreazzi do Instituto de Saúde Coletiva da UFRJ e Vanda D’Acri Soares do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (CESTEH/ENSP/FIOCRUZ)

- Grupo de Pesquisas Mundos do Trabalho – Universidade Federal Fluminense – UFF – Coordenação: Prof. Dr. Marcelo Badaró Mattos

- Grupo de Pesquisa Seguridade Social, Organismos Internacionais e Serviço Social - Faculdade de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ - Coordenação: Prof. Dra. Cleusa Santos

- Grupo de Pesquisa sobre Reprodução Social – Faculdade de Serviço Social da Universidade Federal de Alagoas – UFAL – Coordenação: Prof. Dra. Gilmaisa Macedo da Costa

- GSERMS - Grupo de Estudos, Pesquisa e Debates em Serviço Social e Movimento Social – Departamento de Serviço Social da Universidade Federal do Maranhão – UFMA – Coordenação: Prof. Dra. Josefa Batista Lopes

- LEMA - Laboratório de Estudos Marxistas do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ – Coordenação: Prof. Dra. Maria Malta

- LOCUSS - Núcleo de Pesquisa Poder Local, Politicas Urbanas e Serviço Social – Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ - Professores coordenadores dos projetos integrantes: Luis Acosta, Cleusa Santos, Gabriela Lema Icasuriaga, Alejandara Pastorini e Maristela Dalmoro

- NEEPSS - Núcleo de Ensino, Extensão e Pesquisa em Serviço Social – Faculdade de Serviço Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ – Coordenação: Prof. Dra. Ana Maria de Vasconcelos

- NEPEM - Núcleo de Estudos e Pesquisas Marxistas – Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ – Coordenação: Prof. Dr. Mauro Iasi - Professores Participantes: Marcelo Braz e Sara Granemann

- NEPESS - “Núcleo de Estudo e Pesquisa em Serviço Social: fundamentos e trabalho profissional" – Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas da Universidade Federal do Maranhão – UFMA - Coordenação: Prof. Dra. Franci Gomes Cardoso

- NEPS - Núcleo de Estudos, Pesquisas e Extensão em Saúde Mental e Atenção Psicossocial da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ – Coordenação: Prof. Ms. Marco José Duarte

- NEPS – Núcleo de Estudo e Pesquisa em Saúde – Departamento de Saúde e Sociedade da Universidade Federal Fluminense – UFF – Coordenação: Prof. Ms. Moema Guimarães Motta e Prof. Dr. Ronaldo Joaquim da Silveira Lobão

- NEST - Núcleo de Estudos em Saúde e Trabalho do Programa de Pós-graduação em Psicologia Social e Institucional e do Curso de Graduação em Serviço Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFGRS - Coordenação: Prof. Dra. Jussara Mendes

- NIEP-MARX - Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas sobre Marx e o Marxismo – Universidade Federal Fluminense – Coordenação coletiva. Participante: Prof. Dra. Virginia Fontes

- Núcleo de Estudos e Pesquisa Trabalho e Profissão - Programa de Estudos Pós-Graduados em Serviço Social da PUC-SP - Coordenação: Prof. Dra. Raquel Raichelis Degenszajn

- Núcleo de Qualidade de Vida e Saúde do Curso de Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP – Coordenação: Prof. Dra. Maria do Socorro Cabral

- NUPEQUESS - Núcleo de Pesquisa sobre Políticas Públicas, Questão Social e Serviço Social – Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ - Coordenação: Prof. Dra. Janete Luzia Leite

- Observatório de Políticas Públicas e Lutas Sociais – Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade Federal do Maranhão – UFMA – Coordenação: Prof. Dra. Josefa Batista Lopes

- PELA SAÚDE - Projeto de Extensão Políticas Públicas de Saúde: o potencial dos conselhos e movimentos sociais do Rio de Janeiro - Faculdade de Serviço Social da Universidade do Estado Rio de Janeiro - UERJ – Coordenação: Prof. Dra. Maria Inês Souza Bravo

- PIAC - Programa Interdisciplinar de Ação Comunitária – Universidade Federal da Paraíba – UFPB – Coordenação: Prof. Dr. Wladimir Nunes Pinheiro

- PROEALC - Programa de Estudos da América Latina e Caribe do Centro de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ - Coordenação: Prof. Dra. Silene de Moraes Freire

- Programa de Estudos de Trabalho e Política - Faculdade de Serviço Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ – Coordenação: Prof. Dra. Rosangela Nair de Carvalho Barbosa

- Projeto de Extensão em Saúde Pública – Escola de Serviço Social e Divisão de Serviço Social do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO - Coordenação: Prof. Dra. Janaína Bilate Martins e Prof. Dr. Alexandre Magno de Teixeira Carvalho

- Projeto de Extensão Liga Acadêmica de Serviço Social – Centro Universitário UNA (MG)

- Projeto de Extensão Universitária Irati-Trianon – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Prefeitura Municipal de Taboão da Serra – PUC/SP-PMTS – Coordenação: Prof. Dra. Maria Beatriz Costa Abramides

- Projeto de Pesquisa "Formação de agentes comunitários de saúde para o desenvolvimento de práticas de enfrentamento do consumo prejudicial de drogas na atenção básica em saúde" – Faculdade de Enfermagem da Universidade de São Paulo – USP – Coordenação: Prof. Dra. Cassia Baldini Soares

- Projeto de Pesquisa “Historiografia em Trabalho e Educação – como se constroem as categorias” - Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense – UFF e Programa de Pós-graduação em Serviço Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ – Coordenação: Prof. Dra. Maria Aparecida Ciavatta Pantoja Franco

- Projeto de Pesquisa "Jovens, valores e consumo de drogas: políticas públicas na perspectiva da saúde coletiva" – Faculdade de Enfermagem da Universidade de São Paulo – USP – Coordenação: Prof. Dra. Cassia Baldini Soares

- Projeto de Pesquisa "Lutas sociais por saúde no contexto da crise do capital" – Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da Universidade Federal do Maranhão – UFMA - Coordenação: Prof. Dra. Franci Gomes Cardoso

- Projeto de Pesquisa Saúde, Serviço Social e Movimentos Sociais - Faculdade de Serviço Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ - Coordenação: Prof. Dra. Maria Inês Souza Bravo

- Projeto de Pesquisa: “Serviço Social na Saúde: o trabalho profissional nos serviços de hemodiálise” - Curso de Serviço Social da Universidade Veiga de Almeida – UVA (RJ) – Coordenação: Prof. Rodriane Oliveira Souza



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Proteja-se da leptospirose após fortes chuvas

A doença é uma das principais preocupações após as enchentes. Pessoa devem evitar contato com a água e lama das enxurradas e desinfetar ambiente.
Uma das principais preocupações com as enchentes é a leptospirose. A doença é causada por uma bactéria presente na urina de ratos, ratazanas e camundongos, presente na água das enchentes, lama e esgoto. Sua transmissão acontece pelo contato da urina com a pele ou mucosas. Assim, é importante que cidadão conheça alguns cuidados para prevenir e identificar os sintomas da doença.
Alguns cuidados importantes:
·          Evite o contato com a água e a lama das enchentes ou esgoto. Impeça que crianças nadem ou brinquem nesses locais que podem estar contaminados com a urina de roedores.
·          Após as águas baixarem, retire a lama e desinfete o local. Deve-se lavar pisos, paredes e bancadas, desinfetando com água sanitária. Use duas xícaras de chá (400ml) do produto em um balde de 20 litros de água, e deixe agir por 15 minutos. Só depois disso, faça a limpeza.
·          Pessoas que trabalham na limpeza de lama, entulho e esgoto devem usar botas e luvas de borracha para evitar o contato da pele com a água e lama contaminados (se isto não for possível, usar plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés).
·          Para evitar a presença de roedores, deve-se manter os alimentos guardados em recipientes bem fechados, resistentes e distantes do chão; manter a cozinha limpa e sem restos de alimentos; retirar as sobras de alimento ou ração dos animais domésticos antes de anoitecer; evitar o acúmulo de entulhos e objetos sem uso no quintal e dentro da cozinha; manter os terrenos baldios e margens dos rios limpos e capinados; guardar o lixo em sacos plásticos bem fechados e em locais altos até a coleta ocorrer.
SINTOMAS – É importante conhecer os sintomas da leptospirose para identificar os primeiros sinais e procurar atendimento médico adequado.
Os principais sintomas são febre, dor de cabeça, e dores pelo corpo, especialmente na panturrilha. Também são sintomas vômitos, diarréia e tosse. Nos casos mais graves, também podem ocorrer o amarelamento da pele e dos olhos.
Os indícios podem aparecer logo no dia seguinte ao contato com a urina do roedor, ou podem demorar um mês para surgir. Normalmente, eles começam a aparecer de uma a duas semanas depois da exposição à situação de risco. Se houver contato com a água ou a lama da enchente, ou ingestão de alimentos suspeitos, é importante ficar atento ao aparecimento de sintomas por pelo menos 40 dias, prazo máximo para o surgimento de sinais da doença.
Ao identificar os sintomas da leptospirose deve-se procurar atendimento médico imediato. Não se automedique, apenas o médico pode diagnosticar a doença e indicar o tratamento adequado.

Da Agência Saúde, Ascom/MS
3315-3174, 3315-6261, 3315-3580 e 3315-2351

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Anvisa lança guia para reduzir sal no pão francês

Publicado em: 06/01/2012 09:56:03

O Globo - 06/01/2012

Brasileiro consome, em média, 3.200 mg de sódio por dia, acima do indicado pela OMS

BRASÍLIA. Com o objetivo de reduzir o consumo de sal no país, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou um guia com orientações para as padarias e outras empresas de alimentação fabricarem o tradicional pão francês com menor teor de sal.

Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2009, mostram que o brasileiro consome, pelo menos, um pão francês por dia, principalmente no café da manhã ou no lanche. Uma unidade do pãozinho, com tamanho habitual de 50 gramas, tem cerca de 320mg de sódio (correspondente a 40% da composição do sal). A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda consumo diário de 2 mil mg, equivalente a uma colher de chá de sal.

O brasileiro consome, em média, 3.200 mg de sódio por dia, acima do indicado pela OMS. Segundo o IBGE, mais de 81% dos garotos e 77% das meninas, na faixa de 10 a 13 anos, ingerem sódio além do tolerável. O excesso contribui para pressão alta, doenças cardíacas e renais.

No guia, uma das dicas é diminuir a adição de sal à farinha de trigo, um dos ingredientes da massa. Em dezembro passado, o Ministério da Saúde e as indústrias de massa, trigo e panificação firmaram acordo que prevê a diminuição dos atuais 2% de sal no pão francês para 1,8%, até 2014. Batatas fritas, bolos prontos, salgadinhos de milho e biscoitos recheados também estão na lista do acordo.

Outra recomendação é pesar os ingredientes da receita em uma balança. É desaconselhável usar xícaras e colheres como medidores, pois não garantem precisão. "Se a adição de sal for maior do que a recomendada, o produto terá maior quantidade de sódio e, consequentemente, poderá influenciar na pressão arterial e aumentar o risco de doenças cardiovasculares".

A adoção do Guia de Boas Práticas Nutricionais para o Pão Francês é voluntária. Ele está disponível na página da Anvisa (www.anvisa.gov.br).

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Fórum Social Temático da Saúde e Seguridade Social


Contexto                                                               
O contexto internacional, marcado pela profunda crise econômica mundial, cujas conseqüências são dramáticas especialmente no campo social, vem gerando reações em todo o mundo. Espalha-se por todos os lados manifestações contra o sistema capitalista, contra a lógica financeira, e contra as soluções encontradas para tal. Na Espanha os indignados ocupam as praças, nos Estados Unidos o movimento ocupe Wall Street concentra-se no coração do capitalismo global, na Grécia milhares de manifestante ocupam as ruas, na África do Norte e Oriente Médio seguem as mobilizações. Esse cenário vem gerando posições políticas conservadoras ou progressistas em âmbito nacional e internacional. Ao mesmo tempo em que as soluções encontradas para o enfrentamento do problema implicam suspensão de direitos sociais, organismos internacionais como a OIT, ONU, G20 entre outros já vêm discutindo medidas alternativas de seguridade social a nível global. A sociedade civil internacional precisa acompanhar esse debate, especialmente no que se refere às questões no âmbito das políticas sociais.  Por isso, o Fórum Social Mundial da Saúde e Seguridade Social, no marco da discussão sobre o Rio + 20, propõe, para o fórum temático de janeiro de 2012, o debate sobre as proteções sociais como direito humano fundamental, sendo este último, os direitos humanos, o eixo articulador para a democratizaçãoda economia, do estado e da sociedade e como elemento fundante para uma justiça social e ambiental.

O debate sobre esses temas passa, em nossa visão, pelos seguintes eixos temáticos:

1.              O enfoque sistêmico dos direitos civis, políticos, sociais, econômicos, culturais e ambientais na estruturação de um conceito de desenvolvimento multidimensional.
O enfoque deverá apontar para a superação da hegemonia ideológica do liberalismo econômico com o resgate da economia para o âmbito dos interesses da sociedade, orientados a partir de uma visão sistêmica e integral dos direitos humanos em sua máxima e imediata aplicação. Essa discussão deverá resgatar as declarações políticas da I Conferencia Mundial sobre o Desenvolvimento de Sistemas Universais de Seguridade Social, do Fórum Social Mundial de Saúde e Seguridade Social de Dakar, da Conferência Mundial dos Determinantes Sociais da Saúde realizado no Rio, do G20 de Cannes e as linhas políticas para a Rio + 20. Ao mesmo tempo deverá considerar em sua agenda o debate sobre os informes Bachelet e Klinsberg, a próxima Conferencia da OIT e a Assembléia Mundial da OMS. Esses espaços e etapas deverão subsidiar a afirmação de uma nova agenda mundial, a agenda pós Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a crise do neoliberalismo. Para isso o Fórum deverá ser um espaço para definirmos o nosso plano de rota e resultados políticos a alcançar;

2.              Os direitos humanos e os princípios republicanos da igualdade, fraternidade e solidariedade, enfim o Universalismo.
 Esses princípios deverão estar no centro do processo de construção do desenvolvimento e da democracia social e cidadã, reconstruindo o estado como garantidor dos direitos e a definição de uma cidadania ativa para uma transformação do estado e da sociedade. Este debate inclui as dimensões do direito da natureza no contexto de um almejado “bem viver”e de bem comum da Humanidade.

3.              A construção de um estado social de direito com identidade cidadã.
Um estado com esses princípios deverá estar identificado com a soberania, o socialismo e a construção de um sistema de proteções sociais para fazer frente ao neoliberalismo como doutrina, reinserindo a economia na esfera das necessidades da sociedade e radicalizando a democracia como justiça social. Essa construção deverá refletir sobre os desafios do debate entre universalismo e seguros focalizados, dissecando a materialidade dos direitos como bens públicos, tais como o direito universal à saúde, educação, trabalho, água, aposentadorias, proteções especiais, renda, habitação, transporte, saneamento, energia, segurança e demais direitos, bem como a proteção do interesse público e da propriedade coletiva.

4.              A superação da pobreza mediante a redistribuição da riqueza como elemento central da agenda do desenvolvimento.

Esta agenda implica propormos outro modelo de desenvolvimento mediante a redistribuição da riqueza, superando os processos de empobrecimento e uma luta contra a desigualdade, declarando ilegal a pobreza da mesma forma como declaramos ilegal a escravidão no século XIX. Isso porque a pobreza não é um estado originário anterior ao desenvolvimento, mas a conseqüência de um processo político e econômico que temos que transformar. Declarando a ilegalidade da pobreza declaramos também a ilegalidade dos elementos contratuais das dividas externas. Isso supõe o financiamento das proteções sociais e a redistribuição da riqueza através da justiça tributária, da universalização dos direitos sociais, superando a dicotomia entre modelos contributivos e não contributivos de seguro social. Esse debate exige também a discussão sobre a taxação do setor financeiro e a socialização dos benefícios oriundos do patrimônio coletivo (florestas, subsolo, mineração, gás, petróleo, espaço eletromagnético, geração energética hidráulica e eólica).Da mesma forma,implica discutirmos as conseqüências da adaptação e mitigação decorrente do aquecimento global,os caminhos para fortalecer um sistema de proteções sociais universais, evitando as ações dispersas e fora do âmbito público.

5.              Produzir conhecimento mediante a educação política como ferramenta para a promoção de um processo político transformador e de alta densidade democrática.
O Fórum Social Mundial da Saúde e Seguridade Social, nas suas versões anteriores, propôs a criação de uma rede de laboratórios de políticas publicas para a criação de sistemas universais de proteções sociais como requisito e consequência para e de um desenvolvimento multidimensional ecologicamente equilibrado. Essa proposta surge da compreensão de que a construção de sistemas universais de seguridade social passa, fundamentalmente, pela opção política sobre esse modelo e a hegemonia política se produz a partir da construção de saberes a transformar-se em ações de incidência política e capazes de exercer poder, notadamente no âmbito da sociedade política - parlamentos, partidos e governos.Esta rede de laboratórios está em construção e necessitamos expandi-la.

6.              Colocar a proteção social universal dentro do paradigma do bem viver e do bem comum da humanidade,
As proteções sociais universais precisam ser compreendidas dentro do marco do bem viver, resgatando a preocupação pela proteção da natureza como condição necessária para um bem viver coletivo. Além disso, as proteções sociais universais devem ser compreendidas como bem comum da humanidade, especialmente em momentos em que as circunstancias sociais de crise econômica mundial colocam em xeque a viabilidade política e financeira das políticas sociais.
            Com base nos elementos temáticos citados acima estaremos construindo a programação oficial do Fórum, um documento mais amplo de sistematização do acúmulo construído até aqui e as indicativos de encaminhamentos do evento em Janeiro até a realização do VI Fórum Social Mundial da Saúde e Seguridade Social em 2013, assim como da Conferencia Nacional de Seguridade Social em 2012 e a II Conferencia Mundial pelo Desenvolvimento de Sistemas Universais de Seguridade Social em setembro de 2013.
Outras informações sobre o Fórum estão disponíveis na página www.fsms.org.br ou no telefone da Secretaria Executiva do Fórum no (54) 3313-6325. 

Coordenação do Comitê Executivo e Secretaria Executiva
do Fórum Social Mundial da Saúde e Seguridade Social – FSMSSS

(54) 3313-6325